domingo, 20 de dezembro de 2015

O que tem um centímetro a sua frente agora? Provavelmente apenas o ar, porém se eu retirar o ar o que sobra a seu frete? Um espaço vazio, talvez com algumas ondas eletromagnéticas e talvez alguns grávitons. Agora tire tudo o que conhecemos da sua frente, não importa se é possível ou não apenas tire tudo, inclusive o espaço. Opa! Como assim tire o espaço? Sim, o espaço também é uma coisa. Ele não é o nada. O nada é ausência de tudo, inclusive do espaço. Mas se eu tirar o espaço e tudo o que conhecemos, ainda assim teríamos o nada? E se tivesse mais coisas que nós não conhecemos? Então nunca poderemos saber se chegaríamos a uma nada real. Mas por hora, isso é muita filosofia. Queria partir de que se nós não tivermos espaço, e nem o tempo, teremos algo muito parecido com o nada. Para mim já está bom entender o nada como ausência de espaço e tempo. E é nisso que ciência conseguiu chegar. E não passou disso. E o que havia antes do Big Bang? Não havia um “antes”, porque antes é uma noção de tempo, e tempo não existia. O conceito de antes só pode ser entendido em um universo que existe o tempo. O antes é uma palavra para algo que conhecemos. Agora o difícil é responder porque se originou esse Big Bang. Porque essa resposta exige uma palavra que é uma coisa que não conhecemos. Tudo começou quando Hubble percebeu que o universo estava se expandindo. Mas como era essa expansão? Não era o mesmo que ocorre quando algo explode que a partir de um centro, uma massa se expande violentamente levando uma onda de choque. Era uma expansão que criava espaço e o tempo. Sim, criava o espaço e o tempo! Só não me pergunte o que havia 1 metro a frente da borda da explosão, pois não havia espaço, logo não havia nada a frente da explosão. Se olhar a trajetória de todos os elementos da expansão, chega-se à conclusão que um dia toda essa matéria estaria junta e que não haveria espaço a sua volta e nem tempo. E a matéria? O que fazer com ela? A matéria estava concentrada num pequeno ponto é o que diz-se. Porém não foi assim. Se estivesse concentrada em um espaço pequeno, então haveria espaço, mesmo que pequeno. Na verdade, era uma singularidade. É como dizer que a matéria estava contida num espaço zero. Mas desisti de tentar entender a singularidade, porque ela não é pra ser entendida. Podia chamar a singularidade de deus. Não entendo a singularidade porque se concentrar a matéria do universo em um ponto, e a matéria do universo não é infinita, porque ela ganha massa infinita? A proporção da concentração, ou seja, a compressão da matéria, seria alta, mas não infinita. Mas as leis da física que dizem isso com certeza não estão erradas e de fato a concentração e o massa da matéria ficam infinitas em um volume zero, mesmo que a matéria do universo seja finita e a concentração seja calculável. Se você tirar do universo o espaço, o que sobra? Sobra o nada. Pelo menos o nada como conhecemos, que é a ausência de tudo. Porém será que existe este nada?

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